Bruno Steinbach Silva

BRUNO STEINBACH SILVA nasceu no dia 27 de agosto de 1958, na cidade de João Pessoa, Paraíba, Brasil. Neto de Alemães e de Portugueses, filho de pai paraibano (Isaias Silva)e de mãe baiana (Marieta Steinbach Silva), com tempero bem brasileiro. Dedicou-se logo cedo à pintura, como autodidata. Em 1976 realizou sua primeira exposição de pintura, na Galeria Pedro Américo, da Universidade Federal da Paraíba (João Pessoa-PB). Em 1977 ganha o prêmio de melhor pintura na Coletiva Universitária de Artes Plásticas da Paraíba, no Museu de Arte Moderna de Campina Grande-PB. No mesmo ano, ingressa no curso de Licenciatura Plena em Letras e, posteriormente, no de Bacharelado em Filosofia Plena, ambos na UFPB. 

Em 1978 realiza sua primeira exposição individual na Reitoria da UFPB, com desenhos e gravuras onde a temática social era um claro protesto contra o regime militar da época. 

Em 1998 realizou uma exposição individual de grande repercussão no meio sócio-cultural do Rio Grande do Norte, a Mostra “Nômades Amantes do Tempo” (Pinturas Eróticas), que inaugurou a Galeria de Arte do Museu Municipal de Mossoró. As matérias positivas publicadas nos jornais, quase que diariamente, levaram-no a ser convidado para expor as obras na Capitania das Artes, Fundação Cultural da Prefeitura de Natal.

  Bruno Steinbach. "A Obsessiva Saudade de Hariel". Acrílica/duratex, 136,5x121,5 cm, 1998, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil. Coleção: Bruna Chaves Steinbach Silva. João Pessoa, Paraíba, Brasil. Catálogo 75.             France, Bruno Steinbach,Vingt-un Rosado Maia e Anabela Rosado Maia, durante a abertura da exposição "Nômades Amantes do Tempo", no Museu Municipal de Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil. 1998.            Abertura de "Nômades Amantes do Tempo". Fundação Capitania das Artes, 1998, Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. O artista com France, professores e a presidenta da fundação, Isaura Amélia Rosado Maia.

       



Em 2002, pinta o retrato do Presidente Epitácio Pessoa, obra inaugurada em sessão solene no Plenário da Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba, onde foi instalada. Bruno é convidado a ocupar a tribuna da Casa, onde faz um discurso sobre a vida de Epitácio Pessoa e é aplaudido de pé pelos presentes.

No mesmo ano, pinta o retrato do Deputado José Mariz, para o Plenário do qual é o Patrono.



Em 2004 realiza a exposição retrospectiva “Steinbach 30 anos de Pintura”, com cerca de 50 obras, do primeiro quadro a óleo à atualidade, no Casarão 34, Centro Cultural de João Pessoa. Um sucesso! 
Bruno Steinbach. "Lena". Crayon / papel Cançon, 40 x 30 cm, 2005, João Pessoa, Paraíba, Brasil. Coleção Particular.                                              

Em junho de 2006 é convidado a participar da Exposição Coletiva de Pintura “Artistas Brasileiros 2006”, mostra organizada pelo Senado Federal, objetivando catalogar e expor os artistas (pintores) mais expressivos da atualidade em seus respectivos Estados. Bruno foi representando a Paraíba. A exposição foi no Salão Negro do Congresso Nacional, com abertura presidida pelo Presidente do Senado, Renan Calheiros, em solenidade muito prestigiada pela sociedade em geral e pelo corpo diplomático sediado no Distrito Federal. O evento foi um sucesso, com a participação de 60 artistas de todo o Brasil e cerca de 10.000 visitantes. Esse evento abriu-lhe novos horizontes profissionais, tanto no Brasil como no exterior.
      
   Renan Calheiros com sua Esposa, Maranhão e  Bruno Steinbach, durante a abertura da exposição "Artistas Brasileiros 2006". Brasília - DF, Brasil.        Elza Lopes,Deputado Michel Temer,Bruno Steinbach e Erica Chianca, durante almoço oferecido ao artista no Piantella, após a abertura da exposição "Artistas Brasileiros 2006". Brasília - DF, Brasil.               


Especialista na pintura a óleo/tela, Bruno é um artista estilisticamente nômade, percorrendo todos os lugares que a sua imaginação criadora permite, sempre buscando o aperfeiçoamento e criando novas técnicas, mostrando a beleza do seu requinte profissional, seja nos retratos ou nos quadros sensuais, nas paisagens ou nas naturezas mortas. Seu nome é citado em livros e há inúmeras reportagens sobre sua vida em revistas e jornais do Brasil. Os quadros de Steinbach adornam paredes sofisticadas da Europa, Estados Unidos e Canadá, integrando coleções particulares dos aficcionados da arte.
Hoje reside em João Pessoa, Paraíba, onde possui ateliê de pintura e continua vivendo unicamente de sua arte, que mostra regularmente em viagens pelo Brasil. 

                     Entrando de gaiato no desfile de 7 de setembro em Gramame, Paraíba, Brasil. 1964.                    


A PRIMEIRA PINTURA
Bruno Steinbach. "Pescador". Óleo/tela, 72x60 cm, 1974, João Pessoa-Pb (Primeira pintura a óleo/tela). 
Coleção: Bruna e Daniel Chaves Steinbach Silva, JPPb.

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BIOGRAFIA
(Extraído do livro NOS CAMINHOS DO VIGÁRIO JOSÉ ANTÔNIO*, História da Paraíba, 256 pgs, 2006, Emmanoel Rocha Carvalho, Editora Universitária / UFPb).

Trineto do vigário *José Antônio Marques da Silva Guimarães, o artista plástico Bruno Steinbach Silva nasceu no dia 27 de agosto de 1958, na cidade de João Pessoa, Pb. Filho de pai paraibano (o médico Isaías Silva, falecido em 1994) e de mãe baiana (Mariêta Steinbach Silva, falecida em 1965), dedicou-se logo cedo à pintura, como autodidata. Em 1976 realizou sua primeira exposição de pintura, na Galeria Pedro Américo, da Universidade Federal da Paraíba (João Pessoa-PB). Em 1977 ganha o prêmio de melhor pintura na Coletiva Universitária de Artes Plásticas da Paraíba, no Museu de Arte Moderna de Campina Grande-PB. No mesmo ano, ingressa no curso de Licenciatura Plena em Letras e, posteriormente, no de Bacharelado em Filosofia Plena, ambos na UFPB.

Em 1978 realiza sua primeira exposição individual na Reitoria da UFPB, com desenhos e gravuras onde a temática social era um claro protesto contra o regime militar da época. Casa-se com Glória Jane Lessa Feitosa, com quem teve uma filha, Juliana Lessa Steinbach (27 anos, pianista clássica, residente em Paris – França). Abandona a Universidade e dedica-se integralmente à pintura. Participa de várias exposições coletivas e Festivais de Arte pelo Brasil.

Em 1981 vai viver com Rosanna Chaves, com quem teve dois filhos: Daniel Chaves Steinbach Silva (22 anos, aluno do curso de Comunicação Social na UFPB) e Bruna Chaves Steinbach Silva (18 anos, aluna do curso de Comunicação Social na UFPB).

Em 1987 conhece Alaíde Maria Fernandes Fonseca (Lala), já falecida, com quem passa a viver maritalmente.

Em 1988 uma tragédia terrível interrompe a sua carreira artística e marca definitivamente sua vida: envolvido em uma briga de bar, na praia de Tambaú, em João Pessoa-Pb, Bruno acaba matando os dois homens com quem brigara, o que o leva a ser condenado a 28 anos de reclusão. Mas continuou se dedicando com muita luta e perseverança à sua pintura. Na cadeia, montou um ateliê onde pintava seus quadros e ministrava cursos para outros apenados.

Em 1992, conhece Franciclare Henrique Bronzeado (France), que passou a comercializar as suas obras e com quem montou uma galeria de arte – Steinbach Galeria de Arte, no Center 3, em Manaíra, João Pessoa-Pb. Não foi um mar de rosas nesse período... Mas, apaixonados, os dois vão morar juntos em Mossoró, Rio Grande do Norte, para onde Bruno conseguiu ser transferido com um regime mais brando, em semiliberdade. Lá, já em regime de liberdade condicional, realizou uma exposição individual de grande repercussão no meio sócio-cultural do Rio Grande do Norte, a Mostra “Nômades Amantes do Tempo” (Pinturas Eróticas), que inaugurou a Galeria de Arte do Museu Municipal de Mossoró. As matérias positivas publicadas nos jornais, quase que diariamente, levaram-no a ser convidado para expor as obras na Capitania das Artes, Fundação Cultural da Prefeitura de Natal. De lá, expôs em Salvador-BA e, finalmente, com a anistia recebida por decreto presidencial, retorna a João Pessoa, totalmente livre, em 2000. Era o fim de um tempo de romance e de atribulações onde até retratos em sepulturas tivera que executar, para enfrentar as dificuldades financeiras impostas pela situação de apenado. Em 2001, France viaja para os Estados Unidos. Bruno não consegue ir (eram muitas as dificuldades depois do “11 de setembro” – 11.09.2001, data da destruição das torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Yorque, pelos terroristas de Osama bin Laden - principalmente para um ex-presidiário). O casal se separa após os 9 anos de aventura em comum.

Em 2002, pinta o retrato do Presidente Epitácio Pessoa, obra inaugurada em sessão solene no Plenário da Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba, onde foi instalada. Bruno é convidado a ocupar a tribuna da Casa, onde faz um discurso sobre a vida de Epitácio Pessoa e é aplaudido de pé pelos presentes. No mesmo ano, pinta o retrato do Deputado José Mariz, para o Plenário do qual é o Patrono.

Em 2004, incentivado pelos irmãos e amigos, Bruno realiza a exposição retrospectiva “Steinbach 30 anos de Pintura”, com cerca de 50 obras, do primeiro quadro a óleo à atualidade, no Casarão 34, Centro Cultural de João Pessoa. Um sucesso!

Em junho de 2006 é convidado a participar da Exposição Coletiva de Pintura “Artistas Brasileiros 2006”, mostra organizada pelo Senado Federal, objetivando catalogar e expor os artistas (pintores) mais expressivos da atualidade em seus respectivos Estados. Bruno foi representando a Paraíba. A exposição foi no Salão Negro do Congresso Nacional, com abertura presidida pelo Presidente do Senado, Renan Calheiros, em solenidade muito prestigiada pela sociedade em geral e pelo corpo diplomático sediado no Distrito Federal. Esse evento abriu-lhe novos horizontes profissionais, tanto no Brasil como no exterior.

Especialista na pintura a óleo/tela, Bruno é um artista estilisticamente nômade, percorrendo todos os lugares que a sua imaginação criadora permite, sempre buscando o aperfeiçoamento e criando novas técnicas, mostrando a beleza do seu requinte profissional, seja nos retratos ou nos quadros sensuais, nas paisagens ou nas naturezas mortas. Seu nome é citado em livros e há inúmeras reportagens sobre sua vida em revistas e jornais do Brasil.

Hoje reside em João Pessoa-Pb, onde possui ateliê de pintura e continua vivendo unicamente de sua arte, que mostra regularmente em viagens pelo Brasil.


*José Antônio Marques da Silva Guimarães, deputado provincial por quatro mandatos e vigário da cidade de Sousa, sertão da Paraíba, por quarenta e oito anos, de 1837 a 1885, que, sem abdicar de suas funções sacerdotais, desposou Maria da Conceição Gomes Mariz, em 1838, de cuja união nasceram catorze filhos e uma destacada, diversificada e numerosa descendência na Paraíba e no Rio Grande do Norte (entre eles os governadores João Agripino Maia, Tarcísio Maia, Antônio Marques da Silva Mariz e José Agripino Maia, os deputados José Mariz, Gervásio Maia, os historiadores Celso Mariz e Wilson Seixas, Octávio Mariz - líder da revolução de 1930 na cidade de Sousa como líder radical do Jornal de Sousa, o compositor e cantor José Ramalho Neto - Zé Ramalho), agregando membros das famílias Rocha, Garrido, Sá, Meira de Vasconcelos, Melo, Rangel, Aragão, Pordeus, Rodrigues Seixas e Formiga. Sua vida não apenas marcou época. Ele soube fazer época e obteve da comunidade a aprovação aos seus atos. Se não cumpria fielmente os preceitos da Igreja Católica, no que diz respeito ao celibato, cumpria exemplarmente os demais compromissos, com aguçada inteligência, coragem inabalável e elevada capacidade de trabalho, tudo empregado na defesa do seu extenso domínio paroquial. Por isso era respeitado, ouvido e aclamado, como homem desassombrado, que chegava a levar a mulher e os filhos para as mais concorridas cerimônias religiosas. Conhecido como o vigário casado de Sousa, padre José Antônio exerceu quatro mandatos como deputado provincial, foi fundador e sustentáculo do Partido Liberal em Sousa e primeiro prefeito da cidade, além de presidente da Assembleia Provincial e, nessas circunstâncias, presidente provisório da província.
Isso é que é “escrever certo por linhas tortas”.



  • Parahybavista - Urbe & Orbe. 2010Individual (infogravuras com paisagens da Paraíba). De 15 a 31 de julho de 2010. Área de lazer do SESC/centro. João Pessoa, Paraíba, Brasil. Composta de um álbum de gravuras com paisagens da capital e arredores, sendo a primeira etapa do projeto Parahybavista (em andamento). Agradecimento aos parceiros, em especial a Joaquim Norberto Sales (Panificadoras Bonfim).


PATROCÍNIO: Panificadora Bonfim , o nosso parceiro de sempre.        PATROCÍNIO: Restaurante Gulliver    APOIO: 1ª FROTA RENT A CAR (Socorro Falcão)
APOIO: SESC      APOIO: Soteca       APOIO: CABO BRANCO FM        MOLDURAS: CASA JORGE
                              
  • Mulheres em Evidência. 2008. Uma homenagem à mulher (Individual, pinturas de retratos de mulheres influentes e de destaque em diversos segmentos da sociedade paraibana). Organizada pelo Governo da Paraíba, através da Sub-secretaria de Cultura, com produção de  Rosanna Chaves,  em   reverência ao  chamado Mês da  Mulher. A exposição faz parte do “Projeto Cultura no Centro”, que realiza anualmente eventos  culturais  no  centro  histórico  da  cidade. De 06 a 30 de março, Casarão dos Azulejos, sala Tomás Santa Roza, João Pessoa, Paraíba.
  • Artistas Brasileiros 2006. Mostra organizada pelo Senado Federal, objetivando catalogar e expor os artistas (pintores) mais expressivos da atualidade em seus respectivos Estados. Eu fui representando a Paraíba. A exposição foi no Salão Negro do Palácio do Congresso Nacional (Brasília - DF), com abertura presidida pelo Presidente do Senado, Renan Calheiros, em solenidade muito prestigiada pela sociedade em geral e pelo corpo diplomático sediado no Distrito Federal. O evento foi um sucesso, com a participação de 60 artistas de todo o Brasil e cerca de 10.000 visitantes. "Jamais esquecerei a maneira digna e carinhosa com que fui tratado por todos no Congresso Nacional. Em um difícil momento de recomeço, foi um aval de peso para a minha retomada do meu lugar ao sol... " Um agradecimento especial a Érica e José William Chianca, pelas imagens e pelo apoio.
  • Retrospectiva "Steinbach - 30 Anos de Pintura". 2004(pinturas e gravuras). Salão Pedro Américo, Casarão 34 - Fundação Cultural de João Pessoa - FUNJOPE, João Pessoa,  Paraíba,  Brasil. Pinturas, retratos e gravuras, desde o primeiro quadro até os trabalhos recentes. Após tantos anos ausente, um doce e vitorioso regresso, com sabor de sucesso! Minha gratidão  aos meus familiares e amigos - pelo apoio e divulgação. Agradecimento especial ao meu irmão Eduardo Machado Silva (produtor executivo e patrocinador do projeto - aqui nenhum centavo veio de dinheiro público) e aos colecionadores, que prontamente emprestaram as obras para a exposição.
  • Nômades Amantes do Tempo. 1998. Individual (Pinturas),1998, no Museu Municipal de Mossoró -Museu Municipal Jornalista Lauro da Escóssia, e na Fundação Cultural Capitania das Artes, respectivamente em Mossoró e em Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. "Duas exposições importantes para o meu recomeço da carreira e da vida. Minha eterna gratidão a todas as pessoas generosas de Mossoró, pelo voto de confiança, pelo estímulo e pelo indispensável apoio que me foram dados de maneira tão dignamente incondicional, ao me aceitarem e me adotarem como filho da terra, durante os anos em que lá vivi, mesmo cientes da situação de apenado em que me encontrava. É para essas maravilhosas criaturas que dedico esta página, que somente está sendo elaborada agora por conta da sua enorme generosidade naquela época - agradecimento muitíssimo especial para France..."
O MERCADOR DE ILUSÕES

Mercador de ilusões,
sorvendo cores e aspirando ideias, orvalhando emoção.
Atrevido artista nômade, encantado pela musa linda e querida...
Pescador de sonhos e visões,
navegando na fantástica e invisível arca da inspiração.
Alegre caçador de fantasias, vivendo o amor e comendo a vida ...

   Sei de onde vim, estou aprendendo o que sou e sei para onde vou!
Sou trineto de um Padre (José Antônio Marques da Silva Guimarães, deputado provincial por quatro mandatos e vigário da cidade de Sousa , sertão da Paraíba, por quarenta e oito anos , que, sem abdicar de suas funções sacerdotais, desposou Maria da Conceição Gomes Mariz, em 1838, de cuja união nasceram catorze filhos). Meu avô materno é o alemão Walter Julius César Steinbach (casado com a baiana de Feira de Santana e filha de portugueses Elvira Ferreira Steinbach ) e o avô paterno é o “Coronel” sertanejo Basílio Pordeus Silva (casado com a neta do vigário, Joana -Geni- Ferreira Rocha). Finalmente, sou filho de um paraibano e de uma baiana (o médico Isaias Silva e Marieta Steinbach Silva).
   Toda essa mistura genética e esse verdadeiro pirão geográfico e cultural me tornaram um artista estilisticamente nômade, a vagar pelos próprios caminhos e veredas, na solitária e abnegada busca da sua identidade enquanto ser humano e artista , sem desprezar os valores da sua terra e da sua gente, contudo jamais se deixando apanhar pela ardilosa tentação dos regionalismos ingênuos e estereotipados que tantos limites e fronteiras nos impõem, pois, mais que paraibano ou nordestino ou brasileiro, sou apenas um terráqueo com as raízes aéreas se espalhando e se nutrindo por toda a Terra.
   Como um alquimista, aprendi a enfrentar as adversidades, vencê-las e transformá-las em energia estimulante para novos desafios. Como um xamã, é na pintura e na “boêmia” que encontro a matéria prima que me possibilita essa fascinante aventura, entre a agonia e o êxtase, um cigano amante do tempo em alucinante viagem rumo ao conhecimento e a excelência, como meio de transmitir de forma simples, honesta e duradoura aquilo que realmente importa na vida - a emoção, o amor.
   Fiel a minha própria verdade, nunca me preocupei com tendências estéticas da hora, com as suas “panelas” repletas de elucubrações inócuas e abstratas, seguidas de polêmicas discussões que se prolongam até o inferno esfriar, quando e onde a vaidade e a arrogância se escondem disfarçadas em supostas ideias originais. Refugiei-me em minha caverna, longe desses quixotescos e às vezes dantescos revolucionários e de seus discursos; Troquei a conversa fiada pela atitude, o verbo pela imagem.
   A internet possibilitou-me a estreia no mundo virtual como um artista sonhador e solitário na sua arte, soltando "esse grito que é a revelação desse infinito que trago encarcerado em minh'alma"... Sim, estou muito feliz por saber que o que pinto e escrevo está sendo visto por pessoas do mundo inteiro. Satisfeito pelo êxito dessa jornada, chegando até o centro do objetivo de toda essa trajetória: o seu coração! E isso me estimula e me impulsiona para o alto, acima do muro erguido pelo mesquinho estabelishement e pelos seus hipócritas servos, transgredindo suas normas de invisibilidade mas me mantendo com os pés no chão. A isso eu chamo de crescimento, de superação...
   A arte é a materialização do mundo espiritual, o artista o seu alquimista. É assim desde os tempos primevos, com os xamãs artistas em suas cavernas, intérpretes e mensageiros do Divino. A Arte está acima do humano, do material, do mero objeto de manipulações. Portanto, a opinião “responsável” da crítica e o apoio "oficial" não me interessam…
Dessa "Torre de Babel" em que se transformou o mercado de arte e dessa "crítica" eu quero distância. Sempre fui independente, eu mesmo divulgo e vendo o que pinto, sem intermediários e sem precisar da aprovação de nenhum "curador" pedante. Pinto o que quero, quando quero e para quem eu quero. Tenho um público de amigos fiéis que sempre patrocinam os meus projetos, o que me permite viver modesta e decentemente sem necessitar estar "passando o bajulador chapéu" pelas instituições do governo, pois não tenho a menor vocação para "bobo da corte"... O que quero é ver alguém ardendo no fogo que eu próprio ateei! 
   As obras criadas por mim, ou através de mim, não são objetos de decoração. Tampouco dependem de complicados conceitos para serem captadas pelos sentidos do observador. O que pinto são emoções materializadas em imagens duradouras para serem guardadas, muito bem guardadas, na memória e no coração das pessoas.
Pessoas como você, que está aqui agora!

Bruno Steinbach Silva, Cabo Branco, Paraíba, Brasil.




A ARTE PRIMEVA DA HUMANIDADE
XAMÃ: PINTURA E FÉ NA CAVERNA!

O QUE FAÇO, COMO FAÇO,ONDE FAÇO...

Imagem: Pintura rupestre na Toca do Boqueirão da Pedra Furada, 
Parque Nacional Serra da Capivara, Piauí, Brasil.


O xamanismo dos caçadores pré-históricos baseava-se na crença de que visões interiormente criadas pelo poder da imaginação e expressas em pinturas rupestres podiam influir sobre o curso dos acontecimentos reais. Sugestionados pelo xamã (em transe autoinduzido) em rituais de dança, pintura e poesia, esses homens primitivos saiam para caçar confiantes no sucesso da jornada, do qual dependia a sobrevivência de toda a tribo.



O xamã representava vividamente a cosmologia da comunidade aos que o rodeavam. Intérprete e mensageiro do divino, esse artista primevo materializava em suas pinturas a sua experiência no mundo espiritual. Com importante papel social, zelava misticamente pela tribo, que retribuía fornecendo-lhe o necessário para que pudesse dedicar-se unicamente à sua arte. O homem atual pode sentir-se humilhado ao contemplar e tentar explicar as precoces realizações desses primeiros artistas da raça humana, capazes de criar em suas cavernas obras magníficas com os mais simples e toscos materiais.

Um belo exemplo deixado por esses seres primitivos, que sabiam valorizar e cuidar tão bem dos seus artistas.

Uma lição que precisa ser apreendida pela sociedade “evoluída” dos dias atuais, que gasta fortunas com pesquisas e publicações acadêmicas sobre arte e esquecem o principal, abandonando-o à própria sorte: O Artista!



COMO FUNCIONA HOJE: PAPOS DE ARANHA NA TORRE DE BABEL.

Infelizmente a nossa sociedade "evoluída" dos dias atuais não apreendeu a lição dada pelos nossos ancestrais das cavernas. Nossos artistas estão cada vez mais sozinhos, mais abandonados. O que existe é muita conversa fiada e projetos que só complicam a vida de quem precisa vender o que produz para sobreviver. 

É o que vejo por aí, com raríssimas exceções, nas instituições públicas de fomento à cultura: Artistas frustados mutando para críticos, burocratas "pedagogos ou "curadores". Então haja projetos e mais projetos, onde a verdadeira intenção é sublimar o autor do projeto (o curador ou burocrata de plantão) em detrimento do verdadeiro autor da obra (o artista). Daí a excessiva quantidade de "exposições pedagógicas", mostras "conceituais", sem interesse comercial (como se isso fosse errado), quase sempre coletivas, ou de artistas que "já passaram desta pra melhor", que já morreram; então as luzes da ribalta vão pra quem? Heim? Para um obscuro e pedante curador ou teórico "agitador cultural" que elaborou um projeto e fica com as honrarias e a grana, de preferência acompanhadas de uma tese de doutorado, sonho de consumo de todo aspirante a chato ao quadrado... Para eles quanto mais ininteligível a obra melhor, pois poderão explanar seus conceitos absurdos à vontade e tecer suas teias de elucubrações labirínticas emaranhadas em papos de aranha. E é nessa hora que entram os apadrinhados, carregando e empurrando as suas porcarias goela abaixo dos incautos alunos e frequentadores desavisados (com raras e notórias exceções, repito). E tome salas e equipamentos para explicarem o inexplicável, o ininteligível, muitas vezes quase sem sobrar espaço para o que realmente importa: A verdadeira obra de arte, que "fala" por si só. 

Instituições com estrutura de primeiríssima categoria (falo de equipamentos, não de recursos humanos) que vivem de verbas destinadas à arte mas sequer mostram em seus sites um catálogo virtual dos artistas de seus respectivos Estados! Será incompetência ou sacanagem mesmo? Eu acho que as duas coisas juntas. Em seu mundinho arrogante e mesquinho, esses indivíduos não abrem mão de seu ilusório poder, negando-se então a dar asas próprias aos artistas, a facilitar o acesso do público ao seu trabalho, sem a "orientação" oficial. Então o artista desavisado que procura esses lugares se ferra, sendo manipulado e posto à margem da festa, tratado como um subalterno, muitas vezes sem ter nem o que comer e nem como voltar pra casa - quando tem uma, festa essa que fica "pertencendo" ao curador, que não pinta, não toca, não canta, não f... e nem sai de cima!

Comigo não violão... Eu mesmo organizo minhas exposições, cuido pessoalmente da produção; preciso vender o que faço, pois não mamo em tetas de onde jorram verbas públicas. 
Comigo esse tipo de curador não se cria... não se cura!

ARTE NÃO É MERCADORIA DE PRATELEIRA

Nesse universo da arte existem indivíduos arrogantes o bastante para se acharem com o poder de certificarem o que é bom e o que é ruim no mundo das artes plásticas, chegando ao absurdo de publicarem anualmente livros com a cotação das obras, como se isso fosse um "selo" de qualidade indiscutível, como se tivessem um dom Divino para colocar "códigos de barras" em obras de arte. Eu acredito que eles receberam um dom, mas do diabo. E com esse "dom" fazem as suas oportunistas manipulações estético-financeiras, associados a alguns críticos, galeristas e leiloeiros, todos enriquecendo com os pagamentos que lhes aprazam, seja prestígio, poder ou capital.
E há tolos que embarcam nessa viagem, tanto entre os colecionadores como entre os próprios artistas - muitos deles recorrendo à bajulação para fazerem parte dessas listas fatídicas, dando ainda mais poderes para esses mercenários. Menos eu, pois o que tenho para esse tipo de gente é desprezo...

Arte não é investimento financeiro. Quem quer fazer isso deve comprar terrenos e ouro. A maior prova dessa malvada manipulação de um perverso mercado de arte é a obra de Van Gogh - que nunca conseguiu vender sequer um quadro em vida, quando seus críticos contemporâneos não lhe davam o menor valor, coitado - e hoje enriquece esses aproveitadores. 
Arte não é mercadoria de prateleira!
Arte é um alimento para a alma!

ORA PRO NOBIS

Ao contrário da energia negativa de uma explosão nuclear, que destrói, o artista gera ondas silenciosas de energia positiva, quando manipula matérias ou altera o espaço enquanto cria suas obras, na aparente solidão de sua caverna; é como se orasse por todos nós.

A arte é a materialização do mundo espiritual, o artista o seu alquimista. É assim desde os tempos primevos, com os xamãs artistas em suas cavernas, intérpretes e mensageiros do Divino. A Arte está acima do humano, do material, do mero objeto de manipulações. 

Portanto, a opinião “responsável” da crítica e o apoio "oficial" não me interessam…
Dessa "Torre de Babel" em que se transformou o mercado de arte e dessa "crítica" eu quero distância. Sempre fui independente, eu mesmo divulgo e vendo o que pinto, sem intermediários e sem precisar da aprovação de nenhum "curador" pedante. Pinto o que quero, quando quero e para quem eu quero. Tenho um público de amigos fiéis que sempre patrocinam os meus projetos, o que me permite viver modesta e decentemente sem necessitar estar "passando o bajulador chapéu" pelas instituições do governo, pois não tenho a menor vocação para "bobo da corte"... O que quero é" ver alguém ardendo no fogo que eu próprio ateei"! As obras criadas por mim, ou através de mim, não são objetos de decoração. Tampouco dependem de complicados conceitos para serem captadas pelos sentidos do observador. O que pinto são emoções materializadas em imagens duradouras para serem guardadas, muito bem guardadas, na memória e no coração das pessoas.

Pessoas como você, que está aqui agora!

Bruno Steinbach Silva, Cabo Branco, Paraíba, Brasil.


Artist Sites:
mailto:brunosteinbachsilva@gmail.com

COMO ME ENCONTRAR

Alguns atalhos para as minhas páginas públicas, onde estão imagens das obras, projetos em andamento, biografia, bastidores do atelier, galeria virtual, blogs...
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WORDPRESS
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BIOGRAFIA (de onde vim, o que sou, aonde vou)
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Imagens e reportagens das principais exposições:
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ATELIER DE PINTURA BRUNO STEINBACH
(onde estou)
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PARCEIROS PARAHYBAVISTA (PATROCINADORES)
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PINTURAS PARAHYBAVISTA (paisagens da Paraíba)
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REPRODUÇÃO EM CANVAS (TELAS)
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Contato:
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NORDESTINO SIM SINHÔ! 

 Tenho orgulho de ser paraibano, nordestino e brasileiro! Cabra macho, sim "sinhô"!

De tanto ouvir e ler comentários levianos sobre o nordeste e os nordestinos resolvi publicar este artigo (reproduzido abaixo, extraído de texto de Demétrio Magnoli (Os grifos são meus), com a esperançosa intenção ou ilusão de jogar um pouco de luz na escuridão em que habitam alguns brasileiros racistas, intolerantes, preconceituosos e arrogantes, e, talvez, fazê-los parar – ou ao menos diminuir – a enxurrada de tolices e maldades que despejam sobre nós, “os nordestinos” . Uma sugestão para esses indivíduos: Estudem um pouco de História e Geografia do Brasil, a "básica" mesmo serve, essa que se ensina no curso secundário, para não "forçar" muito seus poucos neurônios. Aprendam com nordestinos de valor, como Epitácio Pessoa ( paraibano, ex-presidente do Brasil), Assis Chateaubriand, conhecido como o co-criador e fundador, em 1947, do Museu de Arte de São Paulo (MASP- Museu de Arte de São Paulo Assis Chateuabriand - quem diria, fundado e equipado por um "paraíba" - junto com o italiano Pietro Maria Bardi, e ainda como o responsável pela chegada da televisão ao Brasil, inaugurando em 1950 a primeira emissora de TV do país, a TV Tupi (o que a ingrata midia "nacional" retribui com descaso e omissão à grandeza de sua terra), o escritor José Lins do Rêgo (paraibano, autor do romance Menino de Engenho), o também paraibano Pedro Américo (o maior pintor brasileiro de todos os tempos), os cearenses José de Alencar e Rachel de Queiroz (Autora de destaque na ficção social nordestina. Foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Em 1993, foi a primeira mulher galardeada com o Prêmio Camões, equivalente ao Nobel, na língua portuguesa. É considerada por muitos como a maior escritora brasileira), o natalense Câmara Cascudo ,os pernambucanos João Cabral de Mello Neto, Manuel Bandeira e Gilberto Freyre, o alagoano Graciliano Ramos, os baianos Jorge Amado e Dorival Caymmi... E tantos e tantos outros nomes de escol, Zé Ramalho, Caetano veloso, Gilberto Gil, Fagner, Luiz Gonzaga... E, pasmem(!), o próprio Presidente da República, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva! A lista é interminável...Quem sabe, assim, parem de expressar tanta idiotice que na verdade só depõe contra eles mesmos, ao exporem a própria ignorância e atraso espiritual. Afinal, PRECONCEITO é uma forma de autoritarismo social de uma sociedade doente. Normalmente o preconceito é causado pela ignorância, isto é, o não conhecimento do outro que é diferente. O preconceito leva à discriminação, à marginalização e à violência.
Mas vamos ao texto de Magnoli:

REGIONALISMO E PRECONCEITO CONTRA O NORDESTINO

Por Demétrio Magnoli
(Do livro: Identidade Nacional em debate, vários autores, Ed. Moderna, pág. 119-125)

1 – O Regionalismo nordestino

O Regionalismo nordestino nasceu e evoluiu como reação à decadência do Nordeste. Do ponto de vista histórico, surgiu no início do século XX, junto com o deslanche da industrialização no sudeste. Do ponto de vista social, configurou-se como atitude política das elites regionais, que jamais se difundiu profundamente entre a população. Do ponto de vista estratégico, caracterizou-se por reivindicar ajuda federal à região, sob a forma de obras públicas ou proteção para empresas e produtos. O seu argumento central sempre foi a pobreza regional, geralmente associada ao fenômeno climático das secas...
O discurso regionalista e as respostas federais pariram o principal mito sobre a pobreza do Nordeste: o mito das secas.
As secas, do ponto de vista meteorológico, não são um mito. O mito consiste na noção de que esse fenômeno natural seja o responsável pelo drama social da população. A artimanha do Regionalismo elitista consistia em esconder as causas sociais da miséria pelo recurso a uma condição climática. ... Dessa forma, as elites econômicas e políticas do nordeste encontraram um álibi para fugir  à própria responsabilidade histórica pela pobreza e, ao mesmo tempo, uma argumentação para o desvio de recursos federais para a realização de obras públicas regionais. Evidentemente, os benefícios trazidos por essas obras jamais chegaram à maioria da população nordestina, tornando-se fonte de enriquecimento privado das minorias privilegiadas...
Das "obras contra as secas" aos incentivos fiscais: mais de meio século de políticas regionais revelou-se incapaz de transformar o panorama de pobreza do Nordeste. Mas o discurso regionalista das elites continua em funcionamento, operando sempre o velho argumento do "bolsão de pobreza". Essa noção – de que o Nordeste é um "outro país", a Índia confrontada com a Bélgica, o lado esquecido do Brasil – camufla o abismo social que separa as elites nordestinas da população regional. A palavra Nordeste, uma noção espacial que se pode desenhar sobre o mapa, serve como esconderijo para as elites regionais, que se apresentam como representantes dos miseráveis e dos excluídos.

2 – A Bósnia não é aqui

O Regionalismo nordestino desenvolveu-se sobre o paradoxo de ser um discurso elitista cujo argumento central sempre foi a pobreza. Esse paradoxo contribuiu para o surgimento e a difusão de um outro discurso: o do preconceito antinordestino.
O preconceito antinordestino existe desde os tempos antigos, como expressão do racismo. A participação majoritária dos negros e mulatos na população do Nordeste, que contrasta com a hegemonia dos brancos no Sudeste e, em proporção maior, no Sul, reflete a história da escravidão e da imigração européia no Brasil. Aí se encontram os fundamentos do preconceito tradicional antinordestino....Porém, o preconceito antinordestino atualizou-se aproveitando o próprio Regionalismo das elites do Nordeste. No Sudeste, difusamente, desenvolveram-se atitudes preconceituosas contra os migrantes provenientes dos estados nordestinos. A atitude preconceituosa enxergou nos fluxos de nordestinos o espectro da invasão da pobreza, em vez de enxergar o papel desempenhado pela mão-de-obra migrante no crescimento econômico do Sudeste. Desde a década de 1970, diversas prefeituras do interior paulista passaram a recolher, nas estações rodoviárias, os migrantes recém-chegados, colocando-os em ônibus e despejando-os em cidades vizinhas. Em 1990, chegou a tramitar na Câmara Municipal de São Paulo um projeto de lei destinado a impedir o uso de serviços e equipamentos municipais por migrantes com menos de dois anos de trabalho e residência comprovados na cidade. (Observação: este projeto teve como autor o ainda vereador municipal Bruno Feder, atualmente do PPS, partido do ex-prefeito Paulo Maluf).
No Sul do país, na última década, o preconceito antinordestino assumiu a forma virulenta do separatismo. Os movimentos separatistas sulistas, em geral baseados no Rio Grande Do Sul, chegaram a formular a reivindicação da Independência: República dos Pampas....
O preconceito antinordestino enxerga no migrante o pobre. O separatismo sulista encara o nordestino como diferente. Os separatistas postulam a existência de diferentes grupos étnicos ou culturais no Brasil... A população do Sul, segundo essa visão, teria origens enraizadas na imigração branca e européia, distinguindo-se dessa forma da população do restante do país. Falsamente, apregoa-se a existência de diferenças étnicas no interior da população brasileira. A armadilha vai mais longe, associando nível de vida e origem populacional: o imigrante europeu aparece como a fonte do trabalho e da riqueza, o nordestino como a fonte da preguiça e da pobreza.
O preconceito antinordestino e o separatismo sulista constituem formas de mascarar a pobreza e a miséria, que estão em todas as regiões. Os contrastes sociais intensos, presentes nas metrópoles do Sudeste, são apresentados como fruto das migrações inter-regionais, não como reflexo das estruturas socioeconômicas perversas características de todo o país. A pobreza sulista – que transparece no fluxo migratório de gaúchos, paranaenses e catarinenses rumo à Amazônia, e também nas favelas e periferias miseráveis das cidades grandes e médias da região – é obscurecida por um discurso que nega o óbvio: a "Índia", está em todos os lugares, e até no Nordeste existem algumas "Bélgicas".....
A Bósnia não é aqui. Lá, uma história muito antiga produziu divisões étnicas, culturais e religiosas que cindiram a população bem antes da formação do Estado iugoslavo. Aqui, uma história muito mais recente misturou populações de origem diversa em um único conjunto nacional. No Brasil, as diferenças regionais (e estaduais, e locais... ) não são diferenças étnicas, mas apenas expressões dos ambientes diversos nos quais se processou a história da nossa sociedade. Nordestinos, sulistas, paulistas, cariocas: essas denominações refletem realidades geográficas, não identidades étnicas. Talvez, por isso, o separatismo sulista não tenha, até hoje, conseguido atear fogo na imaginação popular. 
Ainda bem.

A MINHA CIDADE
Bem-vindo à JOÃO PESSOA, Capital do Estado da Paraíba.
Onde o sol brilha primeiro!
"Cabo Branco, Opus II". Bruno Steinbach, infogravura/papel couchê, 29,7 x 42 cm, 2008.
Cidade histórica fundada em 05 de agosto de 1585,  com a criação do Forte do Varadouro às margens do Rio Sanhauá, João Pessoa se encontra entre os mangues que margeiam este afluente do rio Paraíba e o mar. Seu centro histórico é marcado pela acentuada integração com o meio ambiente, em local de privilegiados atributos naturais: relevo suave, clima tropical e vegetação exuberante – onde se revela a alternância entre manguezais e coqueirais, com florestas de mata atlântica. João Pessoa possui aproximadamente 600 mil habitantes. Possui muitos atrativos turísticos, como as praias, parques urbanos, construções históricas, museus, galerias de arte… Celeiro de artistas e dona de um rico artesanato, é uma cidade verde, que está entre as mais arborizadas do mundo. Já foi domínio de indios potiguares e colonizadores franceses, holandeses e portugueses no passado, tendo sido chamada de Nossa Senhora das Neves, Filipéia, Frederikstadt e Parahyba. Visite a página...




CATÁLOGO







Em junho de 2006 Bruno Steinbach é convidado pelo Senador José Targino Maranhão para participar da exposição coletiva de pintura “Artistas Brasileiros 2006”, mostra organizada pelo Senado Federal, objetivando catalogar e expor os artistas (pintores) mais expressivos da atualidade em seus respectivos Estados.

Bruno foi representando a Paraíba. A exposição foi no Salão Negro do Congresso Nacional, com abertura presidida pelo Presidente do Senado, Renan Calheiros, em solenidade muito prestigiada pela sociedade em geral e pelo corpo diplomático sediado no Distrito Federal.
O evento foi um sucesso, com a participação de 60 artistas de todo o Brasil e cerca de 10.000 visitantes.



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